09 dez

  • By Darlan Barroso Barroso
  • In Artigos
  • Comments 6

FGV publicou relatório com os número oficiais do Exame de Ordem

A Fundação Getúlio Vargas (FGV projetos – núcleo de concursos), responsável pela aplicação do Exame de Ordem Unificado desde a sua 2º edição, publicou em seu site o relatório com os dados e estudos sobre o Exame de Ordem.

Trata-se de precioso trabalho estatístico com informações que permitem conclusões relevantes sobre o funcionamento do Exame de Ordem, inclusive os tropeços que ocorreram no meio do caminho.

A análise dos números permite algumas considerações preliminares importantes:

1. A aprovação entre os Exames II e XIII foi de 17,5%

Média de aprovação

O percentual de aprovação médio de 17,5% é muito baixo e coloca para a OAB/FGV o desafio de entender onde está a deficiência: no candidato ou no formato da prova?

De plano, em uma análise pedagógica, a prova de primeira fase merece uma revisão de sua estrutura.

Na primeira fase, temos 80 questões para avaliar o candidato em 17 disciplinas, variando as áreas de conhecimento dentre disciplinas absolutamente divergentes.

Evidentemente, o formato não avalia o candidato em função do objetivo do Exame.

O Exame de Ordem, em tese, se presta para apurar se o bacharel possui condições básicas para o exercício da profissão e, portanto, abordar em uma prova objetiva tantas áreas do conhecimento (algumas com 2 questões), não verifica se o profissional está apto ou não.

Por outro lado, nas provas de segunda fase, os números demonstram uma variação enorme entre um Exame e outro, para a mesma área, o que faz crer que não existe padronização ou isonomia no grau de dificuldade entre as edições do Exame.

Costumamos dizer que é comum a Banca escolher uma área para a “rasteira” durante a 2a fase. A discrepância entre os números de um Exame para outro demonstra exatamente isso isso – não há uniformidade no grau de dificuldade. Vejamos:

 

2. Índices de aprovação por área de 2a fase OAB

2a fase por área

Esse quadro denuncia conclusões muito relevantes:

  • Direito Constitucional continua sendo a área que mais aprova – 31,6%. Direito Civil está em segunda lugar com 25,6%.
  • Direito do Trabalho é a área de maior reprovação, sendo que apenas 13,6% são aprovados. Penal é a 2ª área de maior reprovação.

Evidentemente, a escolha da área para a 2a fase deve ser pautada na aptidão do candidato e não em lendas que afirmam que Penal e Trabalho são mais fácies e com maior aprovação. Os números confirmam que não existe área mais fácil ou mais difícil.

Outro ponto interessante, foi o índice de Direito Empresarial no XIII Exame, com reprovação em massa (apenas 1,8% dos candidatos aprovados).  Naquele Exame, a Banca exigiu uma contestação, cabendo ao candidato a exposição de aproximadamente 8 tópicos de teses (com preliminares e mérito), inclusive era impossível que todas essas teses tivesses cabimento em 5 laudas (150 linhas).

O mesmo ocorreu no XIV Exame, com uma peça justa da área, mas com Gabarito absolutamente incompatível com a realidade prática e técnica. Esse Exame ainda não entrou na estatística, mas certamente contribuirá para a redução da média de aprovação.

É cristalino que o percentual de 1,8 em Empresarial no XIII é gritante quando comparado com os demais (inclusive da própria disciplina) e denuncia que ocorreu alguma irregularidade naquele Exame. O número deve ser motivo para preocupação da OAB e FGV e gerar a ponderação acerca de alternativas de correção de tal erro, especialmente a substituição dos membros da banca e, até mesmo, a revisão das provas.

Não é razoável pensarmos que, de uma edição para outra do Exame, os alunos de empresarial tenham piorado em tamanha discrepância, caindo de 32,9% de aprovação para um reprovação em massa de mais de 98% de reprovação no último Exame da estatística. Algo de errado está ocorrendo com a área de empresarial e exige providências das Instituições para a troca da Banca e padronização das provas para evitar números tão divergentes como os que constam no relatório.

Em diversas edições a OAB acabou por corrigir erros graves nas provas de 2a fase, como em Civil e Tributário no Exame X, o que refletiu no aumento dos percentuais de tais áreas.

 3. Faculdade Damásio está na lista das Instituições com “Selo OAB Recomenda”

Faculdade Damasio

É motivo de muito orgulho para nós professores do Damásio fazermos parte de uma Instituição cuja Faculdade de Direito tem o reconhecimento de qualidade conferido pela própria OAB.

 

4. O Estado do Ceará está em 1o lugar em número de aprovados

estados

 

Todos esses quadros foram extraídos do Relatório publicado pela Fundação Getúlio Vargas em seu site: http://fgvprojetos.fgv.br/sites/fgvprojetos.fgv.br/files/relatorio_2_edicao_final.pdf

Em breve, no Workshop Damásio de “Como se preparar para OAB”, abordaremos esses números e trataremos de como o candidato deve utilizar tais informações para melhor traçar sua estratégia de estudo.

Prof. Darlan Barroso

Este conteúdo é restrito a assinantes do site.
Se você é um usuário, faça seu login.
Deseja ser um novo usuário? Registre-se abaixo.

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório